Quem é o artista de A nossa Carmélia Alves?
O artista principal catalogado para este disco é Carmélia Alves.
Notas preservadas da edição atualmente exibida.
Desculpem, mas, aqui está Carmélia Alves,
E, se peço desculpas é porque Carmélia Alves está Carmélia Alves que Deus me livre, completamente demais em ritmo, beleza interpretativa, voz, tudo.
Acostumada a ser a "Rainha do Baião", Carmélia Alves não tinha tempo de ser Carmélia Alves como sempre foi e, por conseguinte, só mostrava a sua raça de artista completa no bôjo dos baiões que lhes chegavam à voz e à cadência.
"Salve a Rainha do Baião"!
Gritou o Brasil, arrepiado, os microfones, a imprensa, o povo.
"Salve a Rainha do Baião"!
Gritou o mundo "batendo cabeça" a seus pés.
E a "Rainha", com tôda a sua "majestade" grangeou aplausos, colecionou troféus, ficou absoluta no seu "reino" rítmico sem, entretanto, ter oportunidade de ser Carmélia Alves completamente, integral, intérprete incomparável de todos os gêneros por culpa de ser a incomparável intérprete de um gênero só:
Mas, nêste elepê, não, meus senhores!
Nêste elepê Carmélia Alves aparece sem a "coroa" de "Rainha" e, durante algumas faixas não é outra coisa senão Carmélia Alves dizendo, a seu jeito, o jeito de diversas canções.
"Suas mãos", por exemplo, é tristeza, cabeça baixa, vontade de sair do sofrer tanto, da saudade tanta. "Minha Casa" é casa pintada de ternura, é colorido novo, diferente, muito Carmélia Alves sempre diferente, sempre nova,
Livre da "coroa", sem o título tolhendo-lhe os passos interpretativos, Carmélia Alves sobe o morro, fala em gíria, vira malícia, môlho carioca, charme de lata dágua na cabeça.
E voz de fato, é canção autêntica é ternura na hora de ternura, é recado na hora de recado, é dor na hora da dor, é brejeirice na hora da brejeirice, é o beijo na hora do beijo, é saudade na hora da saudade!
Ah, meninos, vocês, desculpem tanta Carmélia Alves numa Carmélia Alves só! Desculpem, porque ser Carmélia Alves não é para quem quer e sim para quem pode ser Carmélia Alves a "Rainha" de um gênero só, a "Rainha" (agora) de todos os gêneros, a que corre mundo, a que sabe ser sensibilidade, a que sabe ser ritmo, a que sabe ser afinação, a que nasceu prá ser Carmélia Alves Arte de sáia!
RICARDO GALENO
A nossa Carmélia Alves é um álbum de carreira de Carmélia Alves lançado no ano de 1959 pela gravadora Polydor. Esta edição está catalogada no Discofonia com número de catálogo LPNG 4.052, mídia Vinil, tamanho 12", rotação 33 1/2 RPM, origem Brasil, classificada como edição principal. A página também reúne registros visuais da peça física, incluindo capa, contracapa, selo do lado a e selo do lado b. Esses elementos ajudam na identificação da edição e na comparação com outras edições relacionadas. Com 12 faixas catalogadas, esta página permite navegar pelo repertório do disco e acompanhar suas conexões com músicas, compositores, intérpretes e outras gravações no acervo.
Perguntas frequentes
O artista principal catalogado para este disco é Carmélia Alves.
No Discofonia, esta edição está catalogada com o ano de 1959.
Esta edição está catalogada pela Polydor.
O número de catálogo desta edição é LPNG 4.052.
Esta edição está catalogada como Vinil de 12" com rotação 33 1/2 RPM.
No Discofonia, esta edição está catalogada com origem Brasil.
Colaboração
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