
Controle técnico

Controle técnico

Produção técnica

Produção gráfica

Acompanhamento

Texto, Pesquisa

Participação especial

Colaboração especial

Controle técnico

Acompanhamento

Acompanhamento

Acompanhamento

Arte

Acompanhamento

Acompanhamento

Acompanhamento

Participação especial

Acompanhamento
Notas preservadas da edição atualmente exibida.
De repente, no segundo lustro da movimentada década de 50, Carmélia Alves começou a desaparecer do cenário artístico brasileiro. Chegou-se a pensar que era conseqüência do declínio por que vinha passando o baião. Falou-se, inclusive, nos novos estilos que vinham surgindo todos baseados em atrevimentos tonais e ritmos desconcertantes. Carmélia Alves, comentava-se, era de "baião" e coisas "quadradas", tinha ficado p'ra trás. Nada disso. Ela simplesmente prosseguia como Carmélia Alves, honesta e autêntica, brilhando ainda com seu estilo, só que viajando pelo exterior. Aliás, poucas artistas brasileiras, lá fora, agradaram tanto durante tanto tempo quanto a nossa Carmélia.
Ela despontou para a música popular brasileira num tempo em que, afinal, o Brasil inteiro acabou descobrindo a música do Nordeste. Foi um tempo saudável de "balanceio", de "baião", de "toada", de "frevo" e de "coco", no qual, com a contribuição daquela vestimenta instrumental colorida da música urbana, cantamos e dançamos uma coisa só no país todo. Carmélia Alves, entrementes, soube ser sem afetação a melhor intérprete desse espírito artístico de época.
Num tempo, também, em que o comercialismo já se assenhoreava da produção musical popular do País, Carmélia Alves soube como equilibrar dosadamente o artístico com o vendável. "São crianças os que mais gostam de meu repertório", contou-nos faz pouco tempo a cantora. E dá para entender. De fato, o que sempre encantou em Carmélia relaciona-se com a pureza ingênua de sua arte, onde interpretação e repertório exibem aquela espontaneidade quase infantil do autêntico.
Reapresentamos aqui, enfim, a ainda indestronada "rainha do baião"; no encarte anexo, em termos biográficos, e no disco, no melhor de seu repertório. Dizemos "no melhor de seu repertório", porque a mais fulgurante fase da carreira de Carmélia Alves decorreu em nosso selo, daí a rica e variada seleção oferecida no disco. Grande parte dessa seleção, naturalmente, é constituída de "baiões" e quase todos aqueles que marcaram uma época. Há, todavia, um samba carnavalesco (que Carmélia considera entre seus melhores discos), um "balanceio" e a belíssima toada gaúcha "Carreteiro" (onde Jimmy Lester, marido da cantora, atua nos efeitos vocais e sonoros), visando a demonstrar que nem tudo de notável foi apenas "baião" na carreira de nossa focalizada.
Revivendo Carmélia Alves, temos em mente catalogar mais um dos fascinantes capítulos dessa coloridíssima história em que já se tornou a música popular brasileira, pensando em revelá-la, se for o caso, àqueles que não a conhecem ou que simplesmente desconhecem o quanto ela fez de positivo por nosso cancioneiro. Ei-la, pois, leal, honesta e sincera como é de fato pessoalmente; tanto para seus velhos fãs (que têm, pelo disco, nova oportunidade de reapreciá-la nos antigos registros) como para os da nova geração que, talvez conhecendo-lhe o repertório, sequer imaginavam quem o havia lançado.
Carmélia Alves é um álbum de carreira de Carmélia Alves lançado no ano de 1976 pela gravadora Continental. Esta edição está catalogada no Discofonia com número de catálogo 1-19-405-030, mídia Vinil, tamanho 12", rotação 33 1/2 RPM, origem Brasil, classificada como edição principal. A página também reúne registros visuais da peça física, incluindo capa, contracapa, selo do lado a e selo do lado b. Esses elementos ajudam na identificação da edição e na comparação com outras edições relacionadas. Com 12 faixas catalogadas, esta página permite navegar pelo repertório do disco e acompanhar suas conexões com músicas, compositores, intérpretes e outras gravações no acervo.
Perguntas frequentes
O artista principal catalogado para este disco é Carmélia Alves.
No Discofonia, esta edição está catalogada com o ano de 1976.
Esta edição está catalogada pela Continental.
O número de catálogo desta edição é 1-19-405-030.
Esta edição está catalogada como Vinil de 12" com rotação 33 1/2 RPM.
No Discofonia, esta edição está catalogada com origem Brasil.
Colaboração
Se encontrar alguma informação incorreta neste disco, você pode nos avisar para refinarmos o acervo.
Discofonia © 2026
Desenvolvido por DJ Tick