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Comêço de festa

Um disco deZé Gonzaga

Ano

Não informado

Gravadora

Copacabana

Comêço de festa

Ano

Não informado

Gravadora

Copacabana

Faixas do disco

01.
Começo de festa

(Zé Gonzaga)

Em 2 outros discosMarchinha
02.
Recordando

(Zé Gonzaga)

Chote
03.
Arlena

(Silva Monteiro, Augusto Mesquita)

Valsa
04.
Mastigadinho

(Zé Gonzaga)

Baião
05.
Oito baixos apaixonado

(Zé Gonzaga)

Forró
06.
Forró em Araripina

(Hildelito Parente)

Forró
07.
Baile da tartaruga

(Omar Safety, Augusto Mesquita, Jaime Florêncio)

Em 5 outros discosXaxado
08.
Ceciliana

(Zé Gonzaga)

Valsa
09.
Indiferença

(Zé Gonzaga)

Baião
10.
Enxerido

(Zé Gonzaga)

Baião
11.
Ita

(Zé Gonzaga)

Valsa
12.
Vou-me embora

(Zé Gonzaga)

Chote

Creditos

  • Joselito
    Joselito

    Layout

  • Mafra
    Mafra

    Foto

  • Mesquita Veiga
    Mesquita Veiga

    Texto

Texto de capa

Notas preservadas da edição atualmente exibida.

É inegável que ZÉ GONZAGA se vem superando de elepe para elepe. Ontem, agradando melhor que ante-ontem; hoje, impressionando melhor que ontem. Há uma originalidade, que é, por assim dizer, a tônica em cada seleção musical que apresenta. Embora sempre fiel ao seu gênero nordestino, não deixa de dar um bordejo por outros ritmos, como que visando a "escandalizar" a moçada de seus rincões natais, para voltar numa gostosa gargalhada de "cabra da peste" ao irreverente baião ou ao tréfego xaxado. Mas será mesmo para causar estranheza a seu povo que ZÉ GONZAGA assim procede, ou na realidade estará "testando" as reações que provoca no meio nordestino um samba ou uma valsa que grava?... Por arriscar de vez em quando o solo de uma despretenciosa valsinha, hoje o filho do "rei dos oito-baixos" não esconde que necessariamente as valsas têm que fazer parte de seu repertório: seu público assim o exige e a tal ponto que já lhe emprestam o título de "rei da valsa". Neste elepê, inclusive, como invariàvelmente acontece nos anteriores, interpreta esse gênero ternário, com as valsas "Ita" (bem do gosto do caboclo que dança à vontade, bem afastado...), "Arlena" (onde o acordeão, os violinos e o piano enternecem algo que o coração gostaria de poder proclamar...) e "Ceciliana" (outro nome de mulher... outra estória, não é, ZÉ GONZAGA?...). E assim, o caso típico daquilo que se faz por brincadeira ou extravagância e que agradando inesperadamente é um convite a que passe a ser explorado. Isto mesmo dissemos a ZÉ GONZAGA, admitindo que outra iniciativa idêntica pudesse vir a originar o mesmo resultado. E queríamos com isso nos referir ao "Baile da Tartaruga", música que no nosso entender se enquadra no chamado "gênero da juventude" e que integra o presente elepê. "Como é, "seu Zé"? Aderiu ao ritmo dos cabeludos?" A reação não se fêz esperar, com aquêle jeitão bem nordestino: "Ritmo da juventude? Como piada serve! Xaxado legítimo, no duro, é que é!" E confidencial: "Seu moço, esse ritmo que os americanos estão mandando para cá, como ritmo da juventude, faz lembrar aquela significativa história de certo país que se preparou para a guerra fabricando canhões com o ferro que importava da nação que iria atacar e como afinal atacou... Só que neste caso as "bombas" explodem em ritmos e requebros!" E diante de nossa fisionomia intrigada de quem pouco estava entendendo, ZÉ GONZAGA concluiu: "Baile da Tartaruga" é xaxado, sim senhor, como xaxado é o tal do rock ou que outro nome tenha. Tio Sam está nos devolvendo com outra denominação e outra roupagem o que é nosso, bem nosso, brasileirissimamente nosso! Ele é puro produto nacional que o Brasil está importando de outras plagas. É como se comprássemos café brasileiro à França... Estamos importando xaxado, chotes e outras coisas por preço de artigo estrangeiro! Não, seu moço, eu não quero "esnobar" o xaxado chamando-o de rock!..."

Além das valsas antes referidas e do comentado (xaxado ou rock?) "O Baile da Tartaruga", encontram-se em mais esse magnífico longa-duração de ZÉ GONZAGA, as seguintes composições: "Indiferença", um baião triste, que nos conta a estória do solteirão que entra em casa e sente que tudo em redor reclama os cuidados da bem-amada. "Vou-me embora", chote, que retrata a angústia do nordestino que quer regressar ao sertão e morrer lá em cima, na chapada do Araripe, onde a lua é mais bonita..."; "Comêço de festa", marchinha provocante, inspirada na própria animação da festa nordestina...; "Enxerido", baião dedicado ao que comparece ao baile sem ser convidado...; "Forró em Araripina", homenagem à bela cidade serrana da divisa de Pernambuco e Piauí; "Recordando", chote melancólico; "Oito baixos apaixonado", forró que faz relembrar os "bacuraus" de ponta-de-rua dos sertões; e, finalmente, "Mastigadinho", baião naquele estilo que o sertanejo explica ser o próprio para se dançar "bem acoxadinho no cangote da morena..."

Vamos comprovar que o sertanejo está com a bola branca? Ouça-mo-lo, então!

MESQUITA VEIGA

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Detalhes da edição

Tipo
Álbum de carreira
Ano
Não informado
Gravadora
Copacabana
Catálogo
SOLP-40541

Sobre a mídia

Mídia
Vinil
Tamanho
12"
Rotação
33 1/2 RPM
Origem
Brasil

Imagens da edição

Sobre o disco

Comêço de festa é um álbum de carreira de Zé Gonzaga lançado pela gravadora Copacabana. Esta edição está catalogada no Discofonia com número de catálogo SOLP-40541, mídia Vinil, tamanho 12", rotação 33 1/2 RPM, origem Brasil, classificada como edição principal. A página também reúne registros visuais da peça física, incluindo capa e contracapa. Esses elementos ajudam na identificação da edição e na comparação com outras edições relacionadas. Com 12 faixas catalogadas, esta página permite navegar pelo repertório do disco e acompanhar suas conexões com músicas, compositores, intérpretes e outras gravações no acervo.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre Comêço de festa

Quem é o artista de Comêço de festa?

O artista principal catalogado para este disco é Zé Gonzaga.

Qual é a gravadora desta edição?

Esta edição está catalogada pela Copacabana.

Qual é o número de catálogo desta edição?

O número de catálogo desta edição é SOLP-40541.

Que tipo de mídia é esta edição?

Esta edição está catalogada como Vinil de 12" com rotação 33 1/2 RPM.

Qual é a origem desta edição?

No Discofonia, esta edição está catalogada com origem Brasil.

Quais imagens estão disponíveis nesta página?

A página reúne imagens de capa e contracapa.

Colaboração

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