Direção artística
Direção artística
Notas preservadas da edição atualmente exibida.
A terminología do Norte e Nordeste não é bem a minha especialidade, muito embora respeite e admire todos aqueles que, por serem filhos de lá ou porque tenham se dedicado ao estudo de tais expressões, conseguem retratar ou pintar com a palavra tudo o que seja oriundo daquelas regiões. Mas, quando se trata de arte e daqueles que a praticam, é comigo mesmo. No caso de Jacinto Limeira, ele se encarrega de dizer o que eu, com toda certeza, não diria com tanta propriedade. O bom e simpático Jacinto nasceu em Piancó (PB), a 10 de maio de 1940 - cabra bom e teimoso tá aí. Não podia ser de outra maneira, é do signo de Touro. Quando quer alguma coisa, mesmo que seja impossível, abaixa a cabeça e investe até atingir o pretendido objetivo. De criança já demonstrava a inclinação para a música - também não é para menos: seus pais, Dona Antonia M. da Conceição e o "seu" Inacio Francisco Limeira, não podiam ver uma sanfona em silêncio - a dita tinha que emitir um som de qualquer jeito, e só saía coisa boa.
Jacinto Limeira, por seu lado, sonhava com tocar o trombone e, como se isso fosse pouco, aprender a cantar. E não é que ele conseguiu tudo isso? No entanto por espaço de 5 anos, abandonou o trombone dedicando-se pura e exclusivamente ao canto, até que surgiu na sua vida um descobridor de talentos e o convenceu a que teria que seguir praticando tal instrumento, pois ele estava precisando, coincidentemente, de um cantor-instrumentista. Não podia ser outro o seu descobridor senão Abdias. No Brasil, são muito poucos, dentro da faixa profissional, que se dedicam a uma e outra coisa ao mesmo tempo. No campo internacional, dentre outros menos conhecidos, podemos mencionar o já desaparecido trumpetista Louis Armstrong, que se projetou nessa dupla forma de expressão artística. Jacinto Limeira, com a supervisão e conselhos do nosso amigo Abdias e da própria CBS, nos dá como presente para este ano que se inicia, um LP rico em matizes musicais e ritmo. Há nele: o conselho muito acertado ao motorista, especialmente de estradas; a lembrança do Jesus Cristo na sua passagem pela terra, tratado com a seriedade e o respeito que ele merece; há também as canções insinuantes e jocosas ditas como só essa gente boa do Norte pode dizê-las, sem esquecer, como é óbvio, a participação do trombone, que, como disse, o próprio Jacinto Limeira executa. Olha, gente, Jacinto Limeira, sinceramente, não precisa de mais apresentação e vocês hão de comprovar o que digo. Ele, como bom "taurino", que o caracteriza como "teimoso", pretende dar uma investida por todo este Brasil afora até atingir o sucesso que bem merece e que tanto sonhou. E nós sabemos que isto já é um fato.
Ernesto Escudero
O cantor trombonista é um álbum de carreira de Jacinto Limeira lançado no ano de 1976 pela gravadora CBS. Esta edição está catalogada no Discofonia com número de catálogo 104 334, mídia Vinil, tamanho 12", rotação 33 1/2 RPM, origem Brasil, classificada como edição principal. A página também reúne registros visuais da peça física, incluindo capa e contracapa. Esses elementos ajudam na identificação da edição e na comparação com outras edições relacionadas. Com 12 faixas catalogadas, esta página permite navegar pelo repertório do disco e acompanhar suas conexões com músicas, compositores, intérpretes e outras gravações no acervo.
Perguntas frequentes
O artista principal catalogado para este disco é Jacinto Limeira.
No Discofonia, esta edição está catalogada com o ano de 1976.
Esta edição está catalogada pela CBS.
O número de catálogo desta edição é 104 334.
Esta edição está catalogada como Vinil de 12" com rotação 33 1/2 RPM.
No Discofonia, esta edição está catalogada com origem Brasil.
Colaboração
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